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Em primeiro lugar, antes de me apresentar, gostaria de agradecer a atenção que você dispensou à minha HP. Desta forma, prestigiou o trabalho que eu e muitos outros que estudam as doutrinas e comportamento das Testemunhas de Jeová estamos desenvolvendo.

Gostaria também de esclarecer que o que exponho nesta página em muito é influenciado pelo que leio de outros autores, mesmo na internet. Portanto, pessoalmente não tenho mérito algum se ao fim consigo colocar alguma informação útil. De alguma forma isto é o resultado de um bom trabalho que outros desenvolveram. Eu somente disponibilizo este trabalho em nossa língua materna, me valendo de temas alternativos, geralmente não abordados em outros sites.

Nasci numa família religiosa, que se converteu às Testemunhas de Jeová quando eu ainda era uma criança. Meus pais eram extremamente dedicados àquilo que criam, o que fez com que tivessem rápido progresso como Testemunhas de Jeová, fato que levou meu genitor a alcançar rapidamente postos hierárquicos relativamente altos dentro de tal organização: primeiro, foi designado "Servo Ministerial", e poucos anos depois recebeu o título de "Ancião" - uma espécie de "Pastor", segundo a doutrina das Testemunhas. Devido a isto, através do contato direto com os "homens da dianteira", involuntariamente comecei a me dar conta da disputa interna que existe dentro de tal seita, a incessante busca de poder e destaque que move muitos dos anciãos - mas não todos - a se empenharem com afinco em suas atividades. Na época isto pouco me influenciava, uma vez que eu encarava tudo como sendo a natural e inerente "imperfeição humana". De fato, tudo o que eu pensava era que, se um dia viesse a ter um cargo hierárquico alto dentro desta organização religiosa, me esforçaria ao máximo para que não me tornasse semelhante aos arrogantes e sedentos de destaque que eu havia conhecido. Bem mais tarde em minha vida, tudo o que pude observar devido a meu pai estar na dianteira de uma congregação, me influenciaria na forma como eu encarava este tipo de posição dentro da autodenominada "Organização de Deus".

Passou o tempo e eu fui ainda bem jovem designado "Servo Ministerial", trabalhando durante vários anos neste cargo. Durante os meus últimos meses como "Servo Ministerial" comecei a observar certas inconsistências sérias nos ensinos e na conduta da organização a que com tanto afinco eu servira por anos, até mesmo tendo colocado em risco a vida em nome de minha fé. Então passei a recorrer às revistas e livros da Torre de Vigia em busca de respostas, e infelizmente  não encontrava nada que dissipasse as "nuvens negras" que rondavam minha mente. Mas, algo me influenciou profundamente nesta época: um "sábio" conselho para aqueles que nutriam dúvidas:

*** "A Sentilela" de 01/02/1.996, página 24 - Confie em Jeová e na Sua Palavra ***
Assim como o cirurgião age depressa para cortar fora uma gangrena, aja depressa para eliminar da mente qualquer tendência de queixa, de dessatisfação com o modo em que as coisas são feitas na congregação cristã. (Colossenses 3:13, 14) Corte fora tudo o que promova tais dúvidas. — Marcos 9:43. (Leia um comentário clicando aqui)

Esta declaração e outras similares que encontrei nas literaturas das Testemunhas de Jeová me moveram a ignorar as perguntas sem resposta que me assolavam, de forma que continuei normalmente minha vida como dedicada Testemunha - ainda que com muitas dúvidas reprimidas e ignoradas. Poucos meses após estes acontecimentos recebi a designação como "Ancião" (pastor), e isto me deixou ainda mais abalado em minhas crenças: o grande paradoxo na minha designação como ancião é o fato de que a Sociedade Torre de Vigia afirma que os anciãos são "designados por espírito santo" ("A Sentinela" de 01/02/1992 pag. 16, par. 11 - segundo a Bíblia na realidade "pelo espírito santo"). Fica a pergunta: como poderia o "espírito santo" corroborar ou autorizar minha designação para um cargo de responsabilidade dentro de uma organização, sendo que minhas atitudes e idéias eram contrárias aos estatutos da mesma? Ou estaria o suposto espírito distraído, não tendo visto assim minha forma de pensar?

A partir de então empreendi uma pesquisa investigativa sem precedentes em minha vida, que ia desde a análise das doutrinas até a verificação da idoneidade da organização por trás do nome "Testemunhas de Jeová". Parte desta investigação está disponibilizado neste site, por eu crer que possa ser de ajuda a outros que procuram a verdade sobre esta seita. Logo, devido as provas da conduta duvidosa da Torre de Vigia e da falibilidade dos ensinos desta seita, deixei voluntariamente o cargo de "Ancião" e me afastei silenciosamente, deixando de participar na obra de proselitismo, assim como não mais assistindo as reuniões religiosas. Mas, infelizmente, as Testemunhas de Jeová vetam o direito de discordar aos seus membros, desassociando (excomungando) aqueles que conscienciosamente se recusam a acreditar em seus pífios ensinos. Isto na prática significa ser evitado por todas as Testemunhas de Jeová - mesmo pela família direta - ao ponto de os anteriores companheiros de religião sequer poderem cumprimentar o desassociado (excomungado) com um "oi" (leia detalhes clicando aqui).

Em virtude do tratamento desumano dado aos que oficialmente se desligam (ou são expulsos) desta seita, decidi me manter no anonimato - não por motivações egoístas, mas para evitar sofrimento à minha esposa, cuja família e amigos prontamente a excluiriam de qualquer convívio social e cortariam quaisquer laços de amizade que antes existira, devido a minha atitude. Mas, espero eu que um dia isto possa mudar, e que eu possa mostrar abertamente quem está por trás das palavras escritas nestas poucas páginas.